Democracia radical e plural: desejabilidade a perseguir

Celia Maria Rodriques da Costa Pereira

Resumo


O presente artigo busca retratar a democracia radical e plural a partir da concepção engendrada por Ernesto Laclau e Chantal Mouffe, situando-a no bojo das correntes de democracia não hegemônicas e que assumem compromisso com radicais transformações no ethos social e político historicamente prevalecente nas sociedades capitalistas. Parte-se do entendimento da democracia como categoria política que carrega consigo grande complexidade, face às divergências e controvérsias de que é portadora. A compreensão de que a democracia é um processo sempre em construção, acompanhando a trajetória histórica da humanidade é questão que não pode ser furtada no processo de entendimento da democracia. Retrata o século XX como palco de grandes reflexões, envolvendo inúmeros pensadores de diferentes partes do mundo, em torno da questão da desejabilidade democrática. Situa a relevância que adquire a democracia nos tempos atuais face aos desafios colocados pelas rápidas e profundas transformações que vem se operando nas diferentes esferas da existência humana. Situa como bases fundantes da concepção de democracia radical desenhada por Laclau e Mouffe, a aceitação da pluralidade, a idéia de indeterminação do social, a hegemonia como processo articulatório, idéia de sujeito como agente descentrado, bases que possibilitam pensar um novo imaginário político, um novo projeto radicalmente libertário. A consideração do consenso como algo provisório e do dissenso como exigência da prática democrática, do antagonismo e da idéia de agonismo também se colocam como elementos constitutivos da democracia radical e plural.

Palavras-chave


democracia, pluralismo, antagonismo, agonismo

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